Joyce responde?


-Joyce, planejamento educacional e o uso das TDICs, quais os benefícios dessa junção?


É inegável negar que o advento da internet não  tenha adentrado aos mais diversos espaços no século XXI, incluindo a sala de aula. A grande marca contemporânea é a tecnologia digital e o acesso à informação pelos diversos e mais variados instrumentos. Essa sociedade pós industrial onde os avanços da ciências e tecnologia  traçaram novas formas de produção de conhecimento é cunhada pela terminologia “sociedade da informação” por Castells (2002). 

Porém sabemos que essa sociedade inserida hoje nas salas de aula demandam portanto, novas habilidades e competências a ser desenvolvidas e trabalhadas pelo professor mediador. Sendo importante destacar aqui a emergente necessidade das mudanças metodologicas e no planejamento pedagógico para uso funcional e efetivo das TDICs.

Vale levar em consideração que a ferramenta tecnológica por si só não é suficiente. Cabe ai professor superar a abordagem da “educação bancária” (Paulo Freire) e envolver os alunos nos benefícios potenciais que a tecnologia propõe. Em um bom planejamento o foco do professor deve ser na resolução  de problemas, questionamento, curiosidade, o criar a partir da tecnologia e não apenas o utilizar a esmo.

O planejamento deve estar embasado nas necessidades individuais do aluno e do coletivo, explorando a aprendizagem colaborativa e significativa dos alunos. Nessa perspectiva cabe ao professor propor aos discentes habilidades e competências no desenvolvimento da aprendizagem, promovendo reflexões práticas, corresponsabilidade, cooperação e envolvimento, de conteúdos, criatividade, debates, trabalho em equipe, debates. 

Desenvolver habilidades e competências tendo o docente em mente a heterogeneidade de usos da tecnologia. Perrenoud (2009) afirma que competências são as junções e coordenação das habilidades em conhecimentos e atitudes, buscando-se a fluência tecnológica (2011) onde o sujeito seja participativo e reconstrutivo. 

A empresa National Reserch Council, foi contrata no ano de 2012 para identificar as habilidades e competências necessárias para a educação tecnológica do século XXI l, e este com o auxilio diversos estudiosos da computação, educação e setor empresarial identificou 3 campos de competências imprescindíveis: 

1) cognitivo

2) intrapessoal

3) interpessoal.

Nota-se nessa breve descrição a necessidade de um bom e efetivo planejamento do professor para o uso consciente da tecnologia em sala de aula, buscando uma aprendizagem significativa dos alunos, nas mais diversas possibilidades digitais enquadradas no ampliamento e desenvolvimento de habilidades e competências ja adquiridas pelo aluno e gradativamente ampliadas no percalço educacional na mediação colaborativa aluno-aluno; aluno-professor.

Finalizo com um exemplo: a tecnologia são  os óculos que se bem ajustados nos ajudam a ver melhor, porém, se mal ajustados prejudicam a visão.


Referencias consultadas:

Kenski, V. M. (2007). Educação e tecnologias: o novo ritmo da informação. São Paulo: Papirus,.

Levy, P. (1999). Cibercultura. São Paulo: 34.



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